Autores: Christiano de S. Donke e Gabriela Comenale
Coordenado e revisado pela Profª Jeanete Moussa Alma
Introdução: A Cafeína é um alcalóide, lipossolúvel, pertencente ao grupo das metilxantinas. Em nível celular, existem quatro mecanismos de ação desencadeados pela cafeína, são eles: mobilização de cálcio pelo retículo sarcoplasmático, inibibição da enzima fosfodiesterase, ativação da bomba de sódio e potássio, e antagonismo aos receptores de adenosina. É chamada de cafeína plena aquela cujo grau de purificação é 100%, esta em contato direto com a epiderme pode causar irritação em uma única exposição, relatos sobre o uso prolongado, nesta via de administração, não foram encontrados em literatura. Hoje a cafeína é empregada largamente na indústria farmacêutica e cosmecêutica; no entanto não há relatos científicos suficientes sobre a ação da cafeína diretamente sobre a epiderme. Visto a acessibilidade que o produto oferece nas diferentes formas de administração, bem como sua ação desidratante, parece-nos interessante seu estudo, pois vem sendo utilizada na forma de cosmético em processos como o de involução cutânea, queimaduras superficiais e escarificações de diversas ordens onde os processos de desidratação são freqüentes. Objetivo: O presente estudo propõe-se a observar os possíveis efeitos provocados pela cafeína sobre a epiderme de ratos por meio de observação histológica. Metodologia: A Emulsão 10% de caféina foi aplicada sobre a epiderme tricotomizada de Rattus novergicus albinus durante 21 dias, em intervalos de 24 horas, em duas regiões lombar e uma da região cervical, perfazendo 1,68 cm².
Unitermos: pele, cafeína, emulsão.