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Caspa - uma infecção dermatológica - Mafalda Ruiz Domingues



 

Mafalda Ruiz Domingues
Consultora e Profª de Estética
Tels.: 11 2977.2737
Site: www.malagaestetica.com.br

Cabelos

A CASPA, uma afecção dermatológica.

A caspa consiste numa afecção dermatológica comum, crônica e recorrente, caracterizada pela descamação de flocos esbranquiçados soltos de tamanho variável em couro cabeludo de aspecto geralmente normal. As escamas podem ser secas ou recobertas por um leve filme de gordura, estar localizadas em uma ou mais áreas limitadas ou, mais comumente, envolver todo o couro cabeludo. A quantidade de escamas produzida costuma ser constante dentro de uma mesma área, mas pode variar consideravelmente de um local para o outro.

O prurido (coceira) pode ou não estar presente. Neste caso, apresenta-se de leve a moderada e nos casos mais severos observa-se inflamação discreta do couro cabeludo, se manifestando por eritrina persistente. Segundo sua intensidade pode ser classificada como:

Leve - Consiste numa descamação aderente ao couro, perceptível somente após raspagem ou escovação do couro cabeludo pela presença de pequenos flocos esbranquiçados próximos à região de implantação dos fios.
Moderada - Quando a escamação já é perceptível, mesmo na ausência de processos que provocam o seu deslocamento do couro cabeludo. Os flocos se encontram soltos entre os fios e também aparecem em maior quantidade, variando de um local para outro do couro cabeludo ou atingindo apenas determinadas áreas.
Grave - Caracteriza-se por descamação intensa, abundante e perceptível, não somente entre os fios de cabelo como também sobre os ombros das pessoas acometidas. Costuma envolver todo couro cabeludo, ocorrendo intensa proliferação de flocos de tamanhos variáveis.
Dermatite Seborréica - A dermatite seborréica consiste numa doença inflamatória crônica e superficial da pele. Costuma acometer o couro cabeludo, além de outras áreas do corpo, da face, regiões retroauriculares, axilas, região externa e dorso. Caracteriza-se por descamação solta ou aderente, com aspecto amarelado, ou ainda crostas grosseiras formando placas de vários tamanhos. O couro cabeludo é invariavelmente envolvido mostrando eritema de moderado a grave. O prurido costuma ser intenso e incômodo. A maioria dos dermatologistas atualmente acredita ser a caspa uma forma branda de dermatite seborréica.

Caspa não é sinônimo de falta de higiene.

HISTÓRICO DA CASPA

Há mais de cem anos, um pesquisador francês chamado Maslassy sugeriu pela primeira vez a existência da relação causal entre PITYROSPORUM OVALE e a caspa, pela identificação deste fungo associado à dermatite descamativa do couro cabeludo e de outras áreas do corpo. Vários autores, no fim do século passado, demonstraram a presença deste fungo nas escamas do couro cabeludo e da pele de pacientes portadores de caspa e dermatite seborréica, estimando com isso possibilidade de uma relação causa/efeito.

Evidências corroborando os postulados continuaram a se acumular até a década de 30, não sendo, entretanto, confirmadas devido à dificuldade técnica em cultivar o fungo, bem como inexistência da terapêutica para testar as hipóteses. Por volta dos anos 50, com o surgimento dos cortícoides e a boa resposta da dermatite seborréica à sua utilização, foi sugerido que o principal determinante da caspa seria um processo inflamatório do couro cabeludo resultando numa proliferação acentuada da epiderme com sua conseqüente descamação.

O papel do PITYROSPORUM OVALE foi então relegado à agente patogênico secundário, que se desenvolveria a partir do bom meio do crescimento proporcionando a inflamação. Há aproximadamente duas décadas, com a introdução de uma terapêutica antifúngica mais efetiva, o papel do PITYROSPORUM OVALE como agente principal voltou a emergir e, no início dos anos 80, pôde ser confirmado experimentalmente.

Epidemiologia da Caspa

A caspa ainda é considerada por alguns dermatologistas como um desvio de normalidade fisiológica do couro cabeludo. Sabe-se, entretanto, que ela se encontra presente em mais de 40% da população branca e adulta independente do sexo e está relacionada com predisposição individual e fatores ambientais. Pouco comum na infância, pode manifestar-se gradualmente à partir dos 5 anos atingindo sua maior incidência entre 10 e 20 anos.

A maior freqüência nesta faixa etária sugere ser a estimulação hormonal acompanhada da maior atividade sebácea, um fator permissivo ao estabelecimento do problema. Este fato é comprovado pela sua diminuição gradual em pacientes acima de 40 anos, período em que ocorre uma correspondente redução seborréica; também não parece estar diretamente ligada com maior ou menor secreção sebácea pelo couro cabeludo.

Nas últimas décadas, graças à exaustiva investigação cientifica, vem sendo demonstrado que a presença de microorganismos no couro cabeludo de pacientes portadores da doença é um fator causal principal para seu recebimento. Através de ensaios clínicos e extensa revisão de trabalhos previamente publicados, ficou evidenciado que a presença de dois fungos, o PITYROSPORUM OVALE e o PIYROSPORUM ORBICULAR têm relação direta com o surgimento de afecção em indivíduos predispostos.

Mais recentemente Shuster concluiu que o PITYROSPORUM OVALE é definitivamente o agente causador da caspa demonstrando que a atividade do cetoconasal sobre a levedura, inibindo seu crescimento, diminuía sensivelmente os sintomas da dermatose. Sabe-se ainda que a predisposição genética exerce importante influência no desenvolvimento da caspa, assim como fatores emocionais neurológicos, endócrinos e ambientais se tornam coadjuvantes no processo, uma vez que colaboram para a formação de um meio ambiente ideal para o crescimento do fungo.

Pityrosporum Ovale

O PITYROSPORUM OVALE é um fungo dimófico e lipofílico, membro da flora cutânea humana normal, bem como agente causal de algumas afecções dermatológicas. É encontrado em grande quantidade no couro cabeludo de pacientes acometidos pela caspa e dermatite seborréica, correspondendo a respectivamente 75% e 84% da flora total do couro cabeludo nestes indivíduos, comparado com apenas 46% em indivíduos normais.

 
 















 


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