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Fitoterapia -Parte2 - Suzete Barreto



 

FITOTERAPIA

Parte 2

Suzete Barreto

 

Terapias - Fitoterapia - Vida Estética
por Suzete Barreto - publicada na revista Vida Estética - parte 2

O chá e suas propriedades terapêuticas

É a forma mais simples e mais conhecida da utilização da fitoterapia . Pode ser feito com flores, folhas, fruto, talos, caules e raízes. São usados não só para tratamentos terapêuticos, mas também em forma de bebidas, quente ou fria. A dosagem diária aconselhada para fazer um chá é uma colher de sopa de ervas para cada xícara de água.

Podem ser preparados de diversas maneiras:
Tisana – Usado quando as folhas estiverem secas. Ferver a água, colocar as folhas. Deixar ferver cerca de 3 minutos. Desligar o fogo. Beber quando amornar.

Infusão – Para folhas frescas ou flores. Despejar a água fervente sobre as ervas, tampar e repousar bem abafado por 10 ou 15 minutos (se deixar muito tempo, pode amargar). No caso de raízes e talos, devem ser picados bem finos, deixando-os em repouso por 20 a 30 minutos.

Decocção – Indicado para raízes, cascas, talos ou caules. Também para folhas e flores quando fizer banho de assento, banheira etc. Picar em pedacinhos e deixados ferver por 20 minutos.

Maceração – Deixar de molho de 10 a 12 horas em água se forem folhas e flores. Se forem talos, cascas, raízes duras e sementes devem ser picadas e deixadas de molho por 1 dia. A vantagem da maceração é preservar as vitaminas e sais minerais das ervas.

Se for feita com álcool é chamada de tintura mater, se usar mais de uma tintura, chama-se composto. Sabemos que o álcool é nocivo para a saúde mas, na maioria dos casos, essa é a única forma de extrair o princípio ativo da planta, pois algumas delas não liberam substâncias sem o uso do álcool, como é o caso da pata-de-vaca, que está demonstrando reduzir a glicemia nos diabéticos, mas seu efeito só acontece através de tintura, não tendo qualquer efeito em forma de chá.

A melhor hora para a colheita

Deve ser feita onde não houver poluição, lixo, uso de agrotóxicos, transgênicos etc. O melhor horário é quando as folhas não estão mais orvalhadas, e o sol o mais brando possível. A época para colher tanto flores como folhas e talos é antes da floração porque contém mais substâncias medicinais, depois a energia vital dirige-se para as flores.

A colheita de raízes e rizomas (caules subterrâneos como o gengibre), deve ser feita no outono e inverno, já que as plantas armazenam o alimento para o verão. Colher as folhas mais velhas que não estiverem danificadas, mofadas, bichadas ou amareladas. Nunca colher cascas de plantas que ainda não sejam adultas.

Secagem – Necessária para a conservação e armazenagem. Secar à sombra, penduradas ou em prateleiras de tela para circular o ar. Não deixar ao sol porque as substâncias curativas evaporam.

Armazenagem – Colocar em recipiente de vidro escuro ou enrolado no papel alumínio. Quando não for possível, colocar em plásticos transparentes, retie todo o ar e envolva em tecido escuro. Esses cuidados devem-se à conservação do princípio ativo da planta. Os sacos plásticos são práticos, porém contêm polietileno, que é tóxico.

A desvatagem em comprar ervas nas lojas é que não se sabe há quanto tempo a folha está seca. Outra questão é que a embalagem transparente recebe a luz solar que enfraquece as qualidades terapêuticas. Não valorize mais as aparências do que a qualidade. Guarde em sacos de papel, pois o ar circula melhor. A madeira absorve os princípios ativos.

Não se esqueça de etiquetar, com o nome das plantas, efeitos terapêuticos, data da colheita e contra-indicações, para que com o tempo, as informações não se percam. Não armazene as ervas por mais de três meses, a não ser em casos especiais como dificuldade em conseguir a planta. Note se as plantas estão completamente secas para evitar mofo ou apodrecimento.

Examine de vez em quando. Caso haja alguma erva danificada separar e, se for possível, secar outra vez.

Cuidados Especiais

Sempre que possível, usar folhas frescas, pois acumulam mais nutrientes e energia vital. Lave sempre a planta antes de usar. Os chás devem ser preparados diariamente porque fermentam rapidamente.

Suportam até 12 horas depois do preparo; na geladeira, até 24 horas. Para fazer o chá, usar panelas de inox, de ferro, pedra, vidro ou esmalte se não estiver quebrada.

Caso tenha necessidade de adoçar, usar mel de abelhas ou melado de cana, que tenham procedência conhecida. O açúcar mascavo é tolerado. Açúcar branco e os adoçantes artificiais são nocivos à saúde.

Os chás de saquinho, comprados no supermercado, são muito práticos, mas devem ser evitados por conterem conservantes e anti-mofos, nocivos para a saúde.

 
 















 


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